segunda-feira, 29 de maio de 2017

ROCK IN VADE, INESQUECÍVEL

Peço licença pra contar uma história que não faz exatamente parte da memória dos nossos festivais, mas que tem correlação. Havia um produtor em João Monlevade muito gente boa que resolveu fazer um festival de rock chamado ROCK IN VADE. Esse produtor se chamava Alex, filho do Cacá do Jornal a Gazeta. Alex era muito querido por todos. Foi só ele convocar que apareceram boas bandas de rock pra participar do Rockinvade. Ai teve uma banda de Alvinópolis que tava começando a ensaiar e tinha participado do festival localUma banda de Reggae chamada BLACK SWING.
Black Swing
Um dos caras da banda me perguntou se eu não tinha um reggae pra eles tocarem. Eu mostrei pra ele uma música , ele gostou e levou pra turma. Inscreveram. A turma da banda Protótipos Mentais também inscreveu a música Garota Selvagem. E outro Alvinopolense, Neo Gemini da banda Pau com Arame inscreveu a música O MOFO, parceria nossa. O transporte foi providenciado. O ônibus de Bob Charles transportou a turma no primeiro dia. Nos outros dias foi a kombe de Dico e o Fiat 147 de Bada. O Rock Invade foi muito legal.Teve bandas de tudo enquanto é cidade do médio piracicaba e um ótimo público. E não é que as bandas de Alvinópolis ganharam primeiro, segundo e terceiro lugar? Vícios do Black Swing em primeiro. Garota Selvagem do Protótipos em segundo e o Mofo de Neo Gemini em terceiro. Foi barba, cabelo e bigode. Alvinopejóia !
Pau com Arame e Neo Gemini


domingo, 31 de julho de 2016

RESENHA 36º FESTIVAL DA MÚSICA - EDIÇÃO LOCAL

Quem vê um festival doméstico, aparentemente pequeno, não faz ideia do trabalho de bastidores para que aconteça. É um trabalho invisível e quase solitário que só sabe quem faz. 

CRÍTICAS CONSTRUTIVAS

São sempre bem vidas. Ajudam o Festival a se renovar, revitalizar. As destrutivas não destroem. Se isso acontecesse, já não teríamos festivais há muito tempo.

QUANTOS ARTISTAS PASSARAM PELO PALCO?

Eu sou ruim de conta. Creio que entre 30 a 40 músicos passaram pelo celeiro. Isso não é pouco. E dá pra fazer uma lista enorme de artistas que não participaram. Alvipa tem músico pra caramba.

POLÊMICA - LOCAL DO PALCO NO CELEIRO

Muitos músicos entraram em contato com a produção solicitando que não fosse instalado no fundo, como sugerido, mas na parte da entrada do bar, onde vem sendo feitas as apresentações no celeiro. No ver dos artistas, a acústica naquele ponto é legal.

PROBLEMA COM O SOM

A sonorização chegou na cidade um dia antes, mas a equipe técnica chegou mais tarde no Celeiro e com isso a passagem de som ficou comprometida. As bandas começaram a passar som por volta das 18 horas. Nesse momento percebeu-se um problema daqueles. A bateria estava soando com tamanho volume, que foi preciso desligar todos os microfones. Mesmo assim o volume da bateria continuou abafando tudo. Foi aberta uma porta lateral e o som melhorou um pouco. Mas ainda assim o volume continuou alto. A saída pra amenizar o problema seria pedir os bateristas pra segurar a mão.Embora que pedir um batera para não tocar alto é como aconselhar um escorpião a não ferroar...

O PÚBLICO RECLAMOU DO VOLUME

Houve pessoas que me abordaram, até do próprio bar, reclamando que os clientes estavam reclamando da qualidade do som. Eu não podia fazer nada. A acústica não ajudava. Não sei o que se deu na reforma do bar. Não sei se foram as pedras. Os artistas relevaram e se superaram. Mas parte do público ficou incomodado e reclamou do volume. É algo para se refletir.

O JURI

Alphonsus Caldeira, Ana Therezinha, Edmundo, Jovelino e Thiago. Show de bola, total isenção e votação muito parecida. O resultado foi exatamente o que deu com concordância de todos.

ÓTIMO NÍVEL


Encruzilhada de Thayson Azevedo e Banda Paralello ficou em primeiro lugar, um blues rock de alta amperagem, com uma interpretação visceral do cantor e perfeita performance da banda. Muito profissa. Noite de Torpor, da banda Estorvo ficou em segundo lugar. A diferença de pontos foi mínima. O alto nível dos primeiros colocados é quase parelha. A primeira talvez ganhe na letra, mas a segunda talvez seja mais original no arranjo, com uma utilização interessante de sonoridades alternativas originais. A terceira colocada foi O mundo tá girando, de João Roberto Sobrinho. Uma bela música também muito bem pontuada. João tem vínculos com Alvinópolis, tendo passado sua infância nos Dias e em Alvinópolis, onde tem muitos parentes. A quarta colocada foi O ego e o ID, mas uma boa letra de Thulio Silveira, que faturou muitos prêmios nos últimos anos.

A 5ª Classificada foi a música SARAVÁ, de Maria Rita e Rogério Martino, uma música que conquistou pela letra forte e pela presença exótica da cantora. 


Ronildson inscreveu 3 músicas, mas não teve sorte. Eu fiquei surpreso com sua interpretação com voz aguda em falsete. Suas músicas ficaram numa situação intermediária, mas não o suficiente para se classificarem.
Letícia Lagares foi bem, mas teve mais uma vez problemas com o som no início da interpretação. Tocaram um baiãozinho de letra singela e melodia suave. Teve de parar e começar de novo. Não sei até que ponto foi prejudicada pelo som. Foi bem pontuada mas não o suficiente para se classificar.
Gostei também da música do Thales. Gostei do cantor e da música. Deu a louca de Vicente e Gilcimar já foi numa linha mais popular, diferente do tom do festival, que foi mais engajado. Mas todas canções muito boas e representam um painel do imaginário alvinopolense de 2016.

ALGUMAS FICARAM DE FORA

Algumas canções nos foram enviadas, mas não conseguimos arranjadores e cantores para interpretar. Muitos artistas namoravam, diziam que estavam finalizando as músicas, mas no final preferiram não participar. A gente respeita. Quem sabe no nacional?

SIDNEY RIBEIRO - NOTA 10

Ele é a voz de Alvipa. Ele me falou algo que eu nem imaginava. Foi apresentador em mais de 15 festivais de Alvinópolis. Já faz parte da história.

BATISMO NO FESTIVAL

Alessandro recebeu uma carta mensagem muito especial de um artista alvinopolense que queria apresentar-se no Festival. O nome do artista é André. Ele é um garoto que vem de uma família muito musical. Tá no sangue o negócio. Ele abriu o festival, mandou 3 músicas. O pessoal pediu e ele tocou mais uma. Aprovado por todos. Que o André seja bem vindo na comunidade artística alvinopolense.

DINOSSAUROS PRESENTES

Ana Therezinha, Edmundo, Marcos Martino, Jovelino e Marcelo Xuxa. Eu comecei a acompanhar a partir do segundo. Talvez só Ana e Edmundo tenham estado presentes no primeiro também...

Nada aconteceria não fossem eles

Agradecemos aos patrocinadores e colaboradores. Acia, Cia Fabril Mascarenhas, Cooperativa dos Produtores Rurais, Opção Calçados, Loja da Dona Mariinha, Stillus Design, Hotel São Geraldo.

Pessoas que merecem citação

Alessandro Magno, pela dedicação esses anos todos e por disponibilizar seu celeiro pra arte alvinopolense. Jovelino Carvalho, pela disponibilidade de sempre. Sidney Resende que esteve presente em mais de 15 festivais. Ana Paula Carvalho pela dedicação, junto com todo o pessoal da Acia, do presidente, da Laura, do Magela, de todos. Do Vicente, Secretário de Cultura, sempre atencioso e assertivo, ao Josué e ao Jucirley pelo entusiasmo, a Hirtes que se prontificou imediatamente a colaborar para mantermos acesa a chama do Festival, ao Marinho da Cia, sempre solícito, a Cooperativa na figura do Ledes Cota, que também sempre fizeram questão de ajudar no festival, ao pessoal da cerveja artesanal Botocudos, a Stillys Design pelo belo banner, aos jurados por dedicarem seu tempo a colaborar com a música alvinopolense, a equipe Celeiro pela paciência e pela disponibilidade. 

AGORA É O FESTIVAL NACIONAL

A data é outubro. 07,08 e 09 - mais notícias a qualquer momento...

terça-feira, 7 de julho de 2015

SAUDADE...

Bateu saudade de algumas figuras que frequentaram nossos festivais como Gil Damata, Cristina Valle, Flávio do Carmo, Grupo Estrada, Roilson e Chico Franco de Monlevade, como Claudio Fraga, Zé Augusto Silvestre, João Boa Morte, Primo e Nilton Baiandeira de Itabira, Roberto José, Nilson Chaves, Milton Edilberto, Bauxita, Chapéu de Sol, Grupo Ave de Ouro Preto, entre outros...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

FESTIVAL 2015 PROMETE

Não ouvi as músicas, mas pelo nível dos competidores dá pra prever um dos festivais mais disputados dos últimos anos. Teremos artistas acostumados a vencer festivais pelo Brasil afora, como o campeoníssimo Zebeto Correia, que já venceu em Alvinópolis algumas vezes e em diversas cidades. Outra presença importante será de Walter Dias, outro campeão dos festivais. Também presente a premiada banda DJAMBÉ. Outro grande artista o compositor e cantor Marinho San que venceu em Alvinópolis com a belíssima Vesúvio. Também presente meupresentamigo violeiro Diorgem Jr. de Governador Valadares. Outro amigo presente o meu amigo Robertinho Azis que retorna após muitos anos. Outro cara de que sou fã o grande Chico Bread, presença forte dos primeiros festivais, que também retorna. Também presentes os músicos Tânio César e Rodolfo Mendes, que também já venceram em Alvinópolis. Além dessa turma da pesada que já tem rodagem e currículo, tem uma galera nova chegando que também tá no páreo, com belíssimos trabalhos. Ninguém vem do Ceará, da Bahia, dos lugares mais remotos se não for pra disputar os prêmios. E a turma de Alvinópolis também vem pra fazer bonito. Ouvi a música do Thayson Azevedo, muito interessante. Do Vovó Piluca também, bem bacana. Bom ver a velha senhora na ativa, apesar da idade. A turma do Estorvo também deve estar com coisa boa, pois competência não lhes falta. A excelente cantora Letícia Lagares vai interpretar uma música do Rodolfo Mendes. Carlinhos Crepalde vai interpretar uma música de minha autoria e o porão vai tocar a canção Deteriorado do Jovelino. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

AS VÁRIAS LÍNGUAS DO FESTIVAL

Embora o nosso festival seja restrito à língua portuguesa, não houve como escapar dos estrangeirismos. Tivemos artistas de todas as partes do país, sotaques nordestinos, cariocas, paulista, do sul, do norte, de todas as plagas, até italiano pintou por aqui.Tivemos expressões idiomáticas diferentes, palavras indígenas, africanas, fados portugueses, valsas, polcas, rock, línguas afins e alienígenas. Em um dos festivais tivemos uma música do nosso amigo José Mauro Bicalho que levava o nome de "Love Question". Houve quem criticasse. Só que mas alguns anos mais tarde tivemos como vitoriosa uma música lindíssima interpretada pelo grupo vocal Chapéu de Sol. Sabem como era o nome da música? Destroier. Nome dos navios de guerra ingleses e americanos. Uma palavra inglesa. A língua brasileira é antropofágica, engole as outras e se recria a cada minuto. Mas vou ficando por aqui. Vou ao shopping comer uma pizza. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

RESENHA - FINAL DO FESTIVAL



E a Chuvinha continuou o dia inteiro.

Como diz meu pai, senhor Antônio Carvalho, o môio caiu quase o dia inteiro. Mas a tenda tava lá. Debaixo da tenda o calor humano aqueceria todo mundo.

A 381 atacou de novo.

Não tem jeito com a nossa Rodomorte. Não dá pra planejar viagem alguma. A Orquestra sinfônica de Nova Lima ficou garrada por um tempão e com isso...atraso no inicio do festival. Ai, ai, ai.

Banda Santo Antônio no palco.

Pelo menos pra mim foi especial a apresentação da nossa bandinha centenária. Quando cheguei a praça o pessoal tocou INTERIOR. Emoção pra caramba. Quando uma banda da cidade chega a executar uma obra sua, você vê que deixou alguma pegada nesse mundo. 

A orquestra foi sensacional

Que show especialíssimo para Alvinópolis. Valeu à pena a espera. 

O Festival de Clips

Paralelo ao Festival de músicas, fizemos um Festival de Clips e teríamos de exibir os 10 melhores para votação do corpo de jurados. E não foi fácil. Tivemos dificuldades para resolvermos algumas questões técnicas e conseguimos ligar o equipamento quase na hora de anunciar o primeiro clip. 

VIDEO CASSETADA

Quando a locutora Vanessa anunciou o primeiro clip, aconteceu uma cena patética. Um bêbado apareceu não sei de onde, tropeçou e saiu derrubando o telão e catando cavaco. Depois de um tempo, conseguimos remontar o telão e começaram os dois festivais ao mesmo tempo: de música e de clips.

AS MÚSICAS DO FESTIVAL

Final é um trem danado. A gente ouve as músicas e pensa: essa merece um prêmio. O problema é que tem muitas que merecem prêmio...e só tem 4 pra distribuir. Achei as apresentações nas finais mais frias que nas classificatórias. Menos do grupo Djambé, que foi mais quente que na semifinal. Mas falando das apresentações, gostei muito do grupo vocal de Itabira. O som na hora deles tava perfeito. Gostei bastante também de Efrahim Maia com seu Girassol. Josué Paglioto de Barra Longa também mandou muito bem. Mário Emilio e Regional Mineiro pra foram até melhores que na classificação. O som tava mais equilibrado.Os Grupos Paralelo e Estorvo de Alvinópolis fizeram um grande festival também, embora eu tenha ficado com a impressão de que foram mais "quentes" na semifinal. Foi como se o Djambé tivesse guardado fôlego para a prorrogação. O moço de Fortaleza também se superou e conseguiu entrar no G4 com méritos. 

O RESULTADO

Cada um vai ter seu resultado na cabeça. Mas o juri é soberano e o resultado foi a somatória das sensibilidades de várias pessoas que lidam com música e com arte. Se houvesse um jurado diferente, talvez houvesse até mudança de uma ou outra posição, mas nada de tão significativo assim.

O SOM

Foi ruim para todos. O equipamento foi bom, mas o tratamento dado aos músicos foi muito ruim e a mixagem dos instrumentos catastrófica. As prefeituras licitam e as empresas listam o que vão levar em termos de equipamento. Mas e os técnicos? Se não forem bons, levam todo mundo pro buraco. Mas convenhamos. Já tivemos sons piores. Teve um ano em que a prefeitura contratou um som e veio outro sublocado de Ipatinga. Cada música para começar a se apresentar, levava de 40 minutos a 1 hora. Se compararmos com esse ano de que falo, este ano foi bom até demais. 

CLIPS MUITO BONS

Não tive feedbacks sobre os clips apresentados. Pra mim, trabalhos excelentes, mostra da criatividade dos produtores nacionais. Vimos que algumas coisas não funcionaram, coisas pra revermos para o próximo ano. Não funcionou exibir os clips nos intervalos das músicas. Alguns músicos se preparavam mais rápido que os outros e tinham de ficar no palco aguardando a vez de tocar. Por sua vez, os músicos também invadiam o som dos clips passando seu som. 

CLIP POLÊMICO

Um dos clips causou grande polêmica. Tratava de uma forma poética de um flerte entre duas meninas. Houve quem se exaltasse, querendo impedir a exibição do clip, alegando que atentava contra os bons costumes, etc. Uai...nas novelas da Globo não pode? E não deveria ser a arte um canal para combater o preconceito e a xenofobia? 


O PÚBLICO E O CLIMA POSITIVO

Debaixo da tenda muita gente boa reunida, famílias tradicionais, gente de toda monta. O clima foi muito gostoso. Foi bom abraçar tanta gente boa. Assim como no Feito em Casa, várias gerações se sucedendo. Teve os Morcegos, seresta, Verde Terra com seus públicos de gerações passadas. Teve a turma jovem também. Parece que os Alvinopolenses estão gostando muito da convivência e voltando a terrinha com mais frequência. 

PESSOAS QUE FIZERAM O FESTIVAL

Não poderia deixar de citar algumas pessoas que foram fundamentais para que o festival acontecesse. Em primeiro lugar o Marcelo Xuxa, que foi o coordenador. Depois a Luciene, secretária de cultura, que deu o suporte. Depois o Alessandro Magno, que deu suporte na internet e durante todo o evento. Depois a Wanessa Viana e Sidney Ribeiro, que conduziram uma verdadeira maratona e terão de ficar sem falar agora por uns 2 meses ( brincadeira), também ao Rafael Felício( Rafilsk)que fez o site do festival e a nova logomarca, a toda a equipe Bio Extratus, que se esmerou na montagem da tenda e da estrutura e ainda disponibilizou diversas atrações. 


ANO QUE VEM - FESTIVAL 35 ANOS - MAIS UM MARCO HISTÓRICO

Seja como for estaremos juntos. Alvipa é nossa pátria. Um abraço a todos...


domingo, 27 de julho de 2014

RESENHA SEGUNDA NOITE FESTIVAL

DEBAIXO DO COBERTOR

Chuvinha miúda e frio. Ideal pra ficar debaixo do cobertor. Pois assim foi o festival no segundo dia: a tenda montada pela Bioextratus foi o cobertor.

ATRASOS

As coisas atrasaram um pouco. Foram muitas atrações para serem programadas num espaço de tempo mínimo. O problema é que entre uma apresentação e outra ocorre um grande tempo também para desmontagem de equipamento preparação de cada apresentação. Isso somado, gera atrasos mesmo.

SHOWS DA BIO EXTRATUS

A qualidade é uma marca de tudo que a empresa faz. Apresentação muito boa, com muitos adereços, tudo muito bonito. Um belo trabalho que realmente merece todos os aplauso. 

OS MORCEGOS

Depois veio o show dos morcegos. Fizeram um pequeno baile para o pessoal. Achei que dessa vez a banda foi um pouco mais tímida que no show do Feito em Casa. Havia também a questão do som, que não foi boa pra ninguém. 

SERESTA

Depois veio a turma da seresta que também mandou muito bem. Muitos casais dançando sambas imortais.

VERDE TERRA

A programação estava bastante atrasada e os participantes faziam pressão para que o festival começasse. Eu vi a situação e até propus que o Verde Terra nem tocasse, pra não atrapalhar a festa. A turma da organização insistia que tocássemos sim. Eu via o lado do Verde Terra mas também do festival. Havia uma tensão. Propus então que só tocássemos 5 músicas e assim foi combinado. Quando subimos ao palco para nos prepararmos, mais pressão. O Sidney locutor foi o único que concordou quando propus de não tocarmos. No palco também, ele tava doido pra abrir a cortina. A gente vai somatizando as coisas. Não tivemos tempo de preparar as coisas direito no palco, nem de conferir as afinações. Entramos tocando do jeito que deu e na primeira música já vi que o meu violão estava muito desafinado. Eu não iria parar o show pra afinar o violão à aquela altura. Até tentei afinar durante a apresentação, mas olhei pro Roger e ele também percebeu o drama. O retorno estava horrível. Abandonei o violão e tocamos as outras 4 músicas apenas com o violão do Roger harmonizando e o Manoel no baixo. Foi bacana a emoção de algumas pessoas na frente e fundamental o corinho das pessoas cantando com a gente. Compensou a qualidade que faltou no palco.

O FESTIVAL

Logo após a apresentação, fui em  casa com o Rogerio pra ajudá-lo a levar os instrumentos. Quando retornamos, várias músicas já haviam sido apresentadas. Tive tempo de ver o Estorvo e Djambé. Depois veio a lista dos classificados e muita comemoração pelo pessoal. Nível bacana. Crescente qualidade da turma que faz música em Alvinópolis. Muito bom de ver..

LEGAL O SHOW COM A MARCELA

Ela preparou um repertório só de músicas conhecidas e mandou muito bem. A galera adorou.

SOM DEIXOU A DESEJAR - PARA TODOS

A gente não conseguia entender a letra nem quando era só de violão e voz. Alguns tiveram sorte e conseguiram um som melhor, mas no geral, muito ruim. A questão nem era do equipamento em si, mas do atendimento. Os técnicos pareciam saber muito mais que todo mundo, mas não conseguiam acertar o som, principalmente na frente, onde as pessoas mais se concentravam. Quem é leigo em música nem percebe. Mas pra quem é do ramo, não é nada agradável. A organização não tem a mínima culpa nessa questão. Som acaba sendo uma loteria. As empresas vencem as licitações e a organização tem de acatar o que for possível. De qualquer maneira, apenas um comentário de um chato, pois a percepção geral é de que foi bacana.

SAMBA ATÉ O DIA AMANHECER

No bar do Dolfo a turma ia emendando uma música na outra. Só bambas fazendo samba de muita qualidade, graças a Mario Emílio e cia. Fundo musical dos finais de noite e inicio de dia...